segunda-feira, 4 de maio de 2009

(des)norte


Três dias passados com vista para o mar. E não houve o apelo marítimo. Nem um pé na areia [e bastaria atravessar a rua]. Definitivamente, sou mais uma rapariga do campo do que do mar. Sou mais do verde do que do azul, mais do que se transforma durante as quatro estações do que das marés. Das dunas guardei o odor a caril das perpétuas-das-areias. Nos passos trouxe a serenidade do trajecto de pinhal entre Apúlia-Ofir-Fão. O cheiro quente da natureza.

Paz, riso, fuga à rotina, pêlo de cão, conversas descontraídas, cansaço do bom.

O norte e o desnorte dão muito sentido à vida.

4 comentários:

ivan disse...

estive lá no fim-de-semana prolongado...

raquel disse...

ivan, e tu puseste o pézinho na areia? :)

ivan disse...

por acaso, pus... não em trajes balneares, e ao fim da tarde. ainda deu para dormir meia horita!

Filipa Júlio disse...

o desnorte, o saudável desnorte :)