quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Literatura infantil no divã


No livro Tigger on the Couch – The neuroses, psychoses, disorders and maladies of our favorite childhood characters, Laura James identifica as perturbações mentais que afectam algumas personagens dos clássicos da literatura para a infância. Carla Maia de Almeida, no seu belo Jardim Assombrado, enumera alguns dos exemplos:


Rainha de Copas – narcisismo
Chapeleiro Louco e Lebre de Março – psicopatia partilhada (folie à deux)
Winnie-the-Pooh – défice de atenção e hiperactividade
Piglet – ansiedade crónica
Willy Wonka – desordem esquizotípica
Peter Pan – narcisismo, autofrustração e dependência
Wendy – dependência
Sininho – personalidade do tipo borderline
Capitão Gancho – personalidade antisocial
Feiticeiro de Oz – narcisismo
Homem-de-Lata – desordem esquizóide
Gata Borralheira– necessidade de aprovação
Barba-Azul – psicopatia
Peter Rabbit – hiperactividade
Bela – dependência
Monstro – agressividade
Cruella de Vil – personalidade histriónica
Lobo Mau – psicopatia
Pipi das Meias Altas – desordem de personalidade não especificada

6 comentários:

Morgaine disse...

ora aí está uma boa explicação para o mundo andar todo louco... tudo começa... na literatura infantil...

Joaquim Alexandre disse...

Olá, Raquel.
Se me permite:
Lobo mau - disfunção alimentar.
Penso eu de que, mas não sou especialista.
A.

Violet disse...

E o Avô Cantigas? Pedófilia?hum....

francisco carvalho disse...

Parece estar aqui a razão porque eu sempre gostei muito da Pipi das Meias Altas.
E gosto dessa ideia de desordens sem nome...

Paulo disse...

O grande clássico da coisa é a 'Psicanálise Dos Contos De Fadas', de Bruno Bettelheim (1976). Menos dado a rótulos psicopatológicos do que esse (pela amostra), mais dado à descrição da dinâmica interior dos personagens. Explica por que razão algumas histórias infantis se transformam em clássicos intemporais (vão de encontro a fantasias e conflitos inconscientes da criança, e não o contrário).

Alexandre disse...

que raio de mania de querer catalogar e etiquetar toda a gente.