quarta-feira, 3 de junho de 2009

Dreamtime

Imagem de Speranskaya Mikaella

A minha vida não está perfeita (o verbo estar assume aqui um pendor menos fatalista, ou determinista, que o verbo ser). Mas o que sou pode surpreender-me. E é tão bom, tão bom, tão bom, não perder a capacidade de me surpreender a mim mesma. E é tão bom, mas mesmo bom, descobrir ocasionalmente que há algo que nos faz revirar por dentro, quando a vida não está perfeita e se anda murcho, algures entre a rinite e a sinusite e próximo de outras doenças de gravidade incomparável.

Descobrir, de súbito, o que queremos mesmo fazer na vida, fazer da vida, fazer com vida, traz um entusiasmo inesperado. Espero que este entusiasmo não seja passageiro, como as nuvens, mas que crie raízes para consolidar o sonho que me caiu no regaço.

Às vezes, andamos às apalpadelas, temos uma ideia etérea na cabeça, e de repente: eis, é mesmo isto. E só nos espantamos por não termos visto, há muito e com toda a clareza, o que é óbvio. Não há nariz obstruído que me tire o sorriso do peito. Por isso, nada como uma música com power para alimentar este estado de espírito.




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