terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Tempo de desembrulhar

Imagem de Berenika Berenika

Tempo de desembrulhar o que somos, de nos semearmos em campos de carne e osso. Dar, darmo-nos. Atear fogueiras, o crepitar de conversas. Os gestos a criarem raízes. Resgatar o que de nós cheira a infância. A melancolia polvilhada de canela e frutos secos. No virar da esquina do mês, a transição para a continuidade. Uma folha em branco para distendermos o corpo, as vontades, os desejos, os sonhos. Embalar o olhar, respirar como um bebé e dar à luz uma inabalável confiança na vida.

Votos de um [e]terno Natal


2 comentários:

ivan disse...

:D, obrigado, igualmente.

José Veloso disse...

Odorizei o crepitar...
Tudo de belo
JV