
Um desenho do meu bisavô quando este tinha 94 anos. O desenho não se perdeu na gaveta do esquecimento. E o meu bisavô ainda cá anda, a desafiar a vida. Tem 99 anos, lucidez, gosto pela vida e é teimoso que se farta. Começa a dizer que, quando morrer, não vai deixar "soidades". "Os velhos quando morrem não deixam soidades, os novos sim", soltou ele, há dias, com uma tranquilidade desconcertante.
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